segunda-feira, 12 de março de 2012

A Porta Negra

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"Era uma vez um país de Mil e uma Noites havia um rei que era muito polêmico por causa de seus atos. Ele pegava os prisioneiros de guerra e levava-os para uma enorme sala. Os prisioneiros eram enfileirados no centro da sala e o rei gritava:– Eu vou dar uma chance para vocês. Olhem para o canto direito da sala. Ao olharem, os prisioneiros viam alguns soldados armados de arco e flechas, prontos para a ação.
– Agora – continuava o rei – olhem para o canto esquerdo. Ao olharem, notavam que havia uma terrível Porta Negra de aspecto dantesco. Crânios humanos serviam como decoração e a maçaneta era a mão de um cadáver. Algo horripilante só de imaginar, quanto mais de ver. 
O rei se posicionava no centro da sala e gritava: Agora, escolham: o que vocês querem? Morrerem cravados de flechas ou abrirem rapidamente aquela porta negra e entrarem lá dentro enquanto eu tranco vocês? Agora decidam; vocês têm livre-arbítrio, escolham...
Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento: na hora da decisão, eles chegavam perto daquela horrível porta de mais de quatro metros de altura, olhavam para os desenhos de caveiras, sangue humano, esqueletos, aspecto infernal, coisas escritas do tipo: ‘Viva a morte’, etc., e decidiam: Quero morrer flechado... Um a um, todos agiam assim: olhavam para a porta negra e para os arqueiros da morte e diziam ao rei:
–Prefiro ser atravessado por flechas a abrir essa porta.
Milhares optaram pelo que estavam vendo: a morte feia pelas flechas. Mas um dia a guerra acabou. Um daqueles soldados do ‘pelotão da flechada’ estava varrendo a enorme sala quando surgiu o rei. Com toda a reverência e meio sem jeito, perguntou:
–Sabe, ó grande rei, eu sempre tive uma curiosidade. Não se zangue com minha pergunta, mas... o que tem além daquela porta negra? O rei respondeu: Lembra-se de que eu dava aos prisioneiros duas escolhas? Pois bem, vá e abra a porta negra.
O soldado, trêmulo, virou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio puro de sol beijar o chão feio da enorme sala. Abriu mais um pouquinho a porta, e mais luz e um gostoso cheiro de verde inundaram o local.
O soldado notou que a porta abria para um caminho que apontava para uma grande estrada. Foi aí que ele percebeu: a porta negra dava para a... liberdade."

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